Obrigação de fazer no Instagram: conversão em perdas e danos e redução de astreintes no TJSP

Compartilhe esse post

A obrigação de fazer aparece com frequência em ações sobre contas de Instagram desativadas.

Por isso, este acórdão do TJSP explica quando a reativação vira perdas e danos e como a multa pode ser reduzida.

Obrigação de fazer no Instagram: o que o TJSP decidiu

Primeiro, o Tribunal analisou um agravo em cumprimento provisório de sentença.

Em seguida, o TJSP reconheceu a impossibilidade de reativar a conta original no Instagram.

Assim, o TJSP converteu a obrigação de fazer em perdas e danos de R$ 10.000,00.

Além disso, o TJSP manteve as astreintes, porém reduziu o teto para R$ 10.000,00.

Em resumo prático:
  • O TJSP tratou a reativação como obrigação de fazer.
  • Entretanto, o Tribunal reconheceu a impossibilidade de restabelecer a conta antiga.
  • Assim, o Tribunal fixou perdas e danos em R$ 10.000,00.
  • Além disso, o Tribunal reduziu as astreintes para R$ 10.000,00.

Obrigação de fazer e cumprimento provisório

Muitas pessoas esperam o fim do processo para executar a decisão.

No entanto, a lei permite cumprimento provisório em hipóteses específicas.

Por isso, o TJSP analisou a execução das astreintes mesmo com apelação pendente.

Assim, o debate ficou concentrado no cumprimento da obrigação de fazer.

Ideia-chave:

A apelação nem sempre suspende os efeitos da sentença. Portanto, o credor pode iniciar o cumprimento provisório.

Obrigação de fazer impossível: quando vira perdas e danos

Às vezes, a plataforma informa que não consegue reativar a conta antiga.

Nesse cenário, o juiz precisa avaliar a prova de impossibilidade.

Assim, o TJSP considerou verossímil a impossibilidade após longo lapso temporal da remoção.

Portanto, o Tribunal converteu a obrigação de fazer em indenização substitutiva.

PontoO que o TJSP fezEfeito prático
Obrigação de fazerConverteu em perdas e danosGera valor executável
Perdas e danosFixou em R$ 10.000,00Substitui a reativação
AstreintesManteve, porém reduziu o tetoEvita excesso na execução

Obrigação de fazer e astreintes: pode cumular com perdas e danos?

Muita gente acha que a conversão elimina a multa.

Entretanto, o TJSP admitiu a cumulação em tese.

Assim, a multa pode incidir pelo período de descumprimento anterior.

Contudo, o juiz deve controlar o valor final para evitar desproporção.

Regra de ouro:

A multa existe para compelir o cumprimento. Portanto, ela não deve virar prêmio desmedido.

Quando a redução das astreintes costuma ocorrer

  • Primeiro, quando o montante final fica desproporcional ao bem protegido.
  • Além disso, quando a obrigação de fazer se torna impossível por fato superveniente.
  • Por fim, quando a multa perde função coercitiva e vira punição excessiva.

Checklist para casos de obrigação de fazer no Instagram

Você fortalece o caso quando organiza provas desde o início.

Além disso, você reduz risco de impugnação no cumprimento de sentença.

Checklist prático:
  • Reúna e-mails e notificações da plataforma, com datas.
  • Além disso, registre tentativas de recuperação e respostas recebidas.
  • Descreva a finalidade da conta e o impacto da desativação.
  • Assim, você facilita a fixação de perdas e danos, se houver conversão.
  • Por fim, discuta a proporcionalidade das astreintes desde a petição inicial.

Leitura útil sobre obrigação de fazer

Para aprofundar, você pode consultar o Código Civil.

Além disso, vale ler o Código de Processo Civil.

Por fim, o Marco Civil da Internet ajuda na base de responsabilidade.

Conclusão:

A obrigação de fazer pode virar perdas e danos quando a reativação se torna impossível. Além disso, o juiz pode reduzir astreintes por excesso.


Paulo Vitor Faria da Encarnação

Veja mais