Vício oculto em veículo e dever de indenizar: TJMG aplica critério bifásico do dano moral

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Além disso, o TJMG reconheceu vício oculto veículo e confirmou o dever de indenizar. Assim, o Tribunal manteve a resolução do contrato e majorou o dano moral.

Em síntese
  • Primeiro, o TJMG julgou a Apelação Cível nº 1.0000.25.037263-8/001.
  • Além disso, a 9ª Câmara Cível aplicou o critério bifásico do dano moral.
  • Assim, o Tribunal manteve a resolução contratual por vício oculto.
  • Por fim, o TJMG majorou o dano moral para R$ 10.000,00.

Vício oculto veículo: o que o TJMG decidiu

Primeiro, o TJMG analisou compra e venda de automóvel usado. Além disso, o Tribunal reconheceu omissão relevante antes da tradição.

Nesse cenário, o consumidor buscou resolver o contrato. Contudo, os vendedores não devolveram o preço de forma espontânea.

DadoInformação do acórdão
Órgão julgadorAssim, a 9ª Câmara Cível julgou o caso.
RelatoriaAlém disso, o Des. Leonardo de Faria Beraldo relatou o acórdão.
Valor do negócioPor fim, o comprador pagou R$ 59.000,00 pelo veículo.
ResultadoAssim, o TJMG majorou o dano moral para R$ 10.000,00.

Vício oculto veículo: como a omissão apareceu

Primeiro, o comprador tentou contratar seguro. Em seguida, seguradoras recusaram propostas para o automóvel.

Assim, o consumidor descobriu histórico negativo do carro. Além disso, o acórdão citou acidentes pretéritos e passagem por leilão.

Sinais práticos de vício oculto veículo
  • Primeiro, recusa de seguro sem justificativa simples.
  • Além disso, histórico de sinistros e registro de leilão.
  • Por fim, relatos de defeitos e necessidade de manutenção após a compra.

Vício oculto veículo: base legal usada no julgamento

Primeiro, o Tribunal aplicou o dever de informação do CDC. Além disso, o acórdão citou a boa-fé objetiva do Código Civil.

Assim, a omissão caracterizou inadimplemento relevante. Portanto, o comprador pôde pedir a resolução do contrato.

Mapa legal em linguagem simples
  • Primeiro, o CDC garante informação adequada e clara.
  • Além disso, o CDC impõe responsabilidade objetiva por vícios.
  • Assim, o CC exige boa-fé e lealdade na negociação.
  • Por fim, o CC permite resolução por inadimplemento com perdas e danos.

Resolução do contrato por vício oculto veículo

Assim, o TJMG manteve a resolução do contrato. Desse modo, as partes voltaram ao status quo ante.

Além disso, o Tribunal confirmou danos materiais. Portanto, o vendedor deve ressarcir gastos ligados ao problema.

EfeitoConsequência prática
ResoluçãoAssim, o vendedor devolve o preço pago.
Dano materialAlém disso, o vendedor reembolsa gastos com taxas e manutenção.
Dano moralPor fim, o TJMG indeniza a frustração e a ofensa à dignidade.

Critério bifásico e vício oculto veículo: como o TJMG fixou o dano moral

Primeiro, o Tribunal comparou casos semelhantes. Assim, o TJMG mediu o interesse jurídico lesado.

Depois, o TJMG ajustou o valor ao caso concreto. Portanto, o acórdão considerou gravidade, culpa e capacidade econômica.

Critério bifásico em 3 linhas
  1. Primeiro, o Tribunal identifica o tipo de lesão e precedentes.
  2. Em seguida, o Tribunal analisa gravidade e responsabilidade.
  3. Por fim, o Tribunal ajusta o valor para compensar e desestimular.

Majoração do dano moral no vício oculto veículo

Inicialmente, a sentença fixou R$ 2.000,00. Contudo, o TJMG considerou o valor insuficiente.

Assim, o Tribunal majorou para R$ 10.000,00. Logo, o acórdão aproximou o caso de precedentes da Câmara.

FaseValor
SentençaAssim, o juízo fixou R$ 2.000,00.
AcórdãoPor fim, o TJMG fixou R$ 10.000,00.

Juntada extemporânea: ponto processual do vício oculto veículo

Além disso, vendedores tentaram juntar propostas de seguro no recurso. No entanto, o TJMG rejeitou a juntada por falta de justificativa.

Assim, o art. 435 do CPC guiou a decisão. Portanto, documento “novo” exige motivo concreto para a juntada tardia.

Regra prática do art. 435 do CPC
  • Primeiro, a parte junta documento formado após a inicial ou contestação.
  • Além disso, a parte explica por que não juntou antes.
  • Por fim, o Tribunal rejeita a juntada sem justificativa real.

Checklist: como agir em caso de vício oculto veículo

  1. Primeiro, guarde anúncios, mensagens e promessas do vendedor.
  2. Além disso, peça laudo cautelar e histórico de sinistros e leilão.
  3. Em seguida, registre recusas de seguro e orçamentos de reparo.
  4. Assim, notifique o vendedor por escrito e com prazo claro.
  5. Por fim, busque solução com prova organizada e cronologia.

Links úteis e próximos passos

Assim, você pode consultar orientações gerais sobre consumo no portal do Governo Federal. Além disso, você pode pesquisar jurisprudência no TJMG e no STJ.

Aviso importante

Ainda assim, este conteúdo é informativo e não substitui análise do caso concreto. Portanto, avalie provas, prazos e custos antes de decidir.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
Mestre em Direito Processual pela UFES.
Sócio da Santos Faria Sociedade de Advogados.
Vila Velha/ES.

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