Defesa na execução: juiz pode pedir complemento de prova documental?

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Defesa na execução exige estratégia e precisão. Por isso, o uso correto de prova documental faz toda a diferença. Além disso, o STJ esclareceu quando o juiz pode solicitar complemento de documentos.

Resumo executivo: o magistrado pode pedir complemento de documentos já existentes. Contudo, ele não pode autorizar produção de prova nova. Assim, a execução mantém seu rito célere.

Quando a defesa do executado é admitida

A defesa incidental na execução ocorre por simples petição. Além disso, ela dispensa garantia do juízo em hipóteses específicas. Portanto, ela depende de matéria objetiva e prova documental clara.

Critérios consolidados

CritérioAplicação prática
Ordem públicaO juiz pode reconhecer o vício de ofício, como ilegitimidade passiva.
Prova documentalOs fatos precisam estar demonstrados sem instrução probatória.

Ilegitimidade passiva como técnica defensiva

O executado pode afastar a cobrança quando não integra a relação obrigacional. Assim, ele evita embargos e reduz custos. Contudo, ele precisa demonstrar a situação com documentos prévios.

Exemplo recorrente: a parte comprova saída societária anterior ao negócio executado. Dessa forma, ela afasta a responsabilidade.

Complemento de documentos na defesa da execução

O juiz pode solicitar esclarecimentos formais. Entretanto, ele não pode abrir fase de produção probatória. Ainda assim, o complemento serve para corrigir falha documental pontual.

Ponto de atenção: o magistrado não deve exigir prova sobre fatos não alegados. Assim, ele preserva o contraditório.

O que caracteriza prova documental válida

A prova válida já existe fora do processo. Portanto, o executado não cria documento novo após a defesa. Porém, ele pode juntar versão completa ou formalizada.

Documentos mais utilizados

  • Contrato social e alterações registradas.
  • Certidões públicas relevantes.
  • Instrumentos particulares com data certa.
  • Registros anteriores à execução.

Cooperação processual e correção de vícios

O CPC valoriza a cooperação entre juiz e partes. Por isso, o magistrado pode indicar vício sanável. Dessa forma, ele evita decisões inúteis e retrabalho processual.

Em síntese: a defesa na execução deve ser objetiva. Se faltar detalhe formal, o juiz pode pedir complemento, sem transformar o rito.

Estratégia prática em cinco etapas

  1. Identifique matéria de ordem pública.
  2. Reúna documentos anteriores ao processo.
  3. Demonstre ausência de dilação probatória.
  4. Evidencie impacto imediato na execução.
  5. Peça decisão direta ou saneamento formal.

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Paulo Vitor Faria da Encarnação
Mestre em Direito Processual pela UFES
Santos Faria Sociedade de Advogados – Vila Velha/ES

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