IDPJ na execução fiscal: quando é obrigatório e quando é dispensável

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IDPJ na execução fiscal é um dos temas mais discutidos no redirecionamento da cobrança tributária. Por isso, a definição correta evita nulidades, atrasos e decisões contraditórias.

Logo no início da execução, surge a dúvida prática. Afinal, o Fisco pode incluir sócios e terceiros diretamente? Ou deve instaurar o incidente de desconsideração da personalidade jurídica?

IDPJ na execução fiscal: critério jurídico correto

O ponto decisivo é o fundamento jurídico do redirecionamento. Assim, não basta observar quem será incluído no polo passivo.

Antes de tudo, é necessário verificar se a responsabilidade decorre diretamente da lei tributária. Caso contrário, o IDPJ será obrigatório.

Regra central: o IDPJ só é dispensável quando a responsabilidade decorre, de forma direta, objetiva e legal, sem necessidade de dilação probatória.

Quando o IDPJ na execução fiscal é dispensável

O IDPJ na execução fiscal é dispensável quando a responsabilização decorre, exclusivamente, das hipóteses previstas no Código Tributário Nacional.

  • Sucessão empresarial prevista nos arts. 132 e 133 do CTN;
  • Responsabilidade pessoal de terceiros prevista no art. 134 do CTN;
  • Responsabilidade de sócios-gerentes nos termos do art. 135 do CTN.

Nessas situações, o redirecionamento ocorre nos próprios autos. Portanto, não há necessidade de instaurar incidente autônomo.

Quando o IDPJ na execução fiscal é obrigatório

Por outro lado, o IDPJ na execução fiscal é obrigatório quando a inclusão do terceiro depende de demonstração de abuso da personalidade jurídica.

  • Confusão patrimonial;
  • Desvio de finalidade;
  • Grupo econômico de fato;
  • Dissolução irregular não comprovada de plano.

Nesses casos, a prova não é automática. Assim, o contraditório formal se torna indispensável.

Atenção prática: a ausência do IDPJ nesses casos gera nulidade absoluta do redirecionamento. Por isso, a análise prévia do fundamento jurídico é essencial.

IDPJ na execução fiscal e segurança jurídica

A correta aplicação do IDPJ na execução fiscal preserva o devido processo legal. Além disso, garante previsibilidade às partes envolvidas.

Do mesmo modo, o critério evita decisões contraditórias. Consequentemente, fortalece a eficiência da cobrança tributária.

Impactos práticos para advogados e empresas

Para o advogado, o tema exige análise técnica desde a citação. Para a empresa, o correto enquadramento evita bloqueios indevidos.

Assim, o domínio do IDPJ na execução fiscal se tornou estratégico. Especialmente em execuções de alto valor.


Se você atua com execução fiscal, recomendo também a leitura: Redirecionamento na execução fiscal: limites e provas .

Paulo Vitor Faria da Encarnação
Advogado – OAB/ES 33.819
Santos Faria Sociedade de Advogados

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