IOF no contrato bancário: quando a cobrança é legal e quando vira abuso

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A cobrança de IOF em contratos bancários costuma ser legal, porque o IOF é tributo. Além disso, a jurisprudência admite que as partes financiem o IOF junto ao mútuo.

Resumo em 20 segundos

  • Primeiro, o IOF tem previsão constitucional e legal.
  • Além disso, o banco pode repassar o IOF ao consumidor, porque ele não é “lucro do banco”.
  • Assim, a discussão real costuma envolver transparência e forma de cobrança.

Cobrança de IOF: por que a jurisprudência considera legal

O IOF é imposto sobre operações financeiras. Portanto, ele nasce da própria operação de crédito, câmbio ou seguro.

Além disso, o TJDFT afirma que a cobrança não configura vantagem para a instituição financeira. Assim, o repasse ao consumidor não é, por si só, abusivo.

Ponto-chave

Logo, você não derruba a cobrança só chamando o IOF de “tarifa”. Em vez disso, você deve analisar contrato e transparência.

Cobrança de IOF e base legal

O anexo destaca que o IOF tem previsão na Constituição Federal e no Código Tributário Nacional. Além disso, a Lei 8.894/1994 trata da incidência no crédito.

Assim, o juiz costuma afastar pedidos genéricos de devolução do IOF. Portanto, você precisa apontar vício concreto na contratação ou na informação.

NormaO que ela sustentaEfeito prático
CF/1988, art. 153, VCompetência para instituir IOFConfirma natureza tributária
CTN, art. 63, IFato gerador em operações de créditoVincula IOF à operação financeira
Lei 8.894/1994, arts. 2º e 3ºIncidência e cobrança no créditoSustenta repasse ao consumidor

Cobrança de IOF financiado: o que diz o Tema 621 do STJ

O STJ admite que as partes convencionem o pagamento do IOF por financiamento acessório. Assim, o IOF pode integrar a mesma estrutura de encargos do mútuo.

Além disso, a tese do Tema 621 reforça a licitude quando o contrato prevê a forma de pagamento. Portanto, a disputa migra para clareza e informação ao consumidor.

Tradução prática

  • Primeiro, o IOF aparece no custo total do crédito.
  • Em seguida, o contrato pode diluir esse valor nas parcelas.
  • Além disso, o banco deve mostrar isso com transparência.

Cobrança de IOF: quando pode virar problema

A cobrança do tributo pode ser legal, mas a forma pode ser defeituosa. Por isso, você deve checar informação, alíquota e registro do custo total.

Além disso, você deve conferir se o banco “rebatiza” IOF como tarifa ou serviço. Assim, você identifica eventuais cobranças cumulativas ou ocultas.

Sinal de alertaO que pode indicarO que fazer
IOF “duplicado” no extratoCobrança repetida ou lançamentos confusosEntão, solicite memória de cálculo e planilha
Falta de previsão contratualAusência de informação claraAlém disso, peça cópia do contrato e CET
IOF como “tarifa”Disfarce de tributo como serviçoPor fim, compare rubricas e questione duplicidade

Alerta

Ainda assim, você deve separar tributo de tarifa. Caso contrário, a ação perde foco e força probatória.

Cobrança de IOF: checklist do consumidor

Antes de reclamar

  • Primeiro, baixe contrato, CET e demonstrativo do financiamento.
  • Em seguida, salve extratos com o lançamento do IOF.
  • Além disso, peça memória de cálculo e alíquota aplicada.
  • Por fim, guarde protocolos e respostas do banco.

Se você for ao Judiciário

  • Então, descreva a operação e detalhe a rubrica questionada.
  • Além disso, mostre onde faltou informação clara no contrato.
  • Assim, você evita pedido genérico e foca no vício real.

Cobrança de IOF: conclusão prática

A cobrança de IOF tende a ser legal, porque o IOF é tributo vinculado à operação financeira. Entretanto, você pode discutir transparência, duplicidade e informação inadequada.

Assim, você aumenta a chance de um resultado útil e reduz risco de improcedência. Portanto, organize provas e procure orientação antes de ajuizar.

Links úteis


Paulo Vitor Faria da Encarnação
OAB/ES 33.819
Santos Faria Sociedade de Advogados

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