Art. 1.725 do CC: como funciona a partilha na união estável sem contrato

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A partilha na união segue regras claras quando o casal vive em união estável sem contrato escrito. Além disso, a lei presume a comunhão parcial, salvo ajuste diferente.

Resumo em 30 segundos

  • Em regra, aplica-se a comunhão parcial na união estável.
  • Assim, bens comprados durante a convivência tendem a comunicar.
  • Porém, exceções existem e exigem prova organizada.

Partilha na união: o que diz o art. 1.725 do Código Civil

O art. 1.725 do Código Civil define a regra de ouro da união estável. Ou seja, sem contrato escrito, aplica-se a comunhão parcial de bens.

Além disso, essa regra vale “no que couber”, conforme as peculiaridades do caso. Portanto, o juiz analisa fatos, datas e provas.

Ponto-chave

Logo, a partilha na união depende do que foi adquirido na constância da convivência e do que ficou provado.

Partilha na união e Lei 9.278/96: como os bens se comunicam

A Lei 9.278/96 reforça a lógica da comunicabilidade dos bens adquiridos na união estável. Além disso, ela orienta a divisão quando há aquisição onerosa.

Assim, quem pagou mais não elimina, por si só, a meação do outro convivente. No entanto, você pode afastar a comunicação com prova específica.

SituaçãoRegra práticaO que ajuda
Bem comprado durante a uniãoEm geral, comunica e entra na partilha.Contrato, recibos e origem dos recursos.
Bem anterior à uniãoEm regra, não comunica.Prova da data e do pagamento.
Benfeitorias e construçãoPode gerar meação ou indenização.Fotos, notas, testemunhas e cronologia.

Partilha na união: o esforço comum e a prova

Na comunhão parcial, o sistema presume esforço comum para bens onerosos durante a convivência. Assim, você não precisa provar contribuição centavo por centavo.

Entretanto, a prova ainda importa para datas, valores e origem dos recursos. Por isso, você deve organizar uma linha do tempo do casal.

Checklist de prova

  • Primeiro, defina a data de início e de fim da união.
  • Em seguida, liste bens, dívidas e movimentações relevantes.
  • Além disso, separe extratos, contratos e comprovantes.
  • Por fim, registre quem ficou na posse e por qual motivo.

Partilha na união e dívidas: o que costuma acontecer

As dívidas contraídas durante a união podem entrar na partilha. Além disso, o juiz costuma verificar se elas beneficiaram o núcleo familiar.

Contudo, você pode afastar a divisão quando a dívida não serviu à família. Assim, provas de finalidade e de uso fazem diferença.

Alerta

Portanto, não trate dívidas como “automáticas”. Em vez disso, mostre documentos, datas e finalidade.

Partilha na união: quando o contrato de convivência muda tudo

O contrato de convivência permite escolher outro regime patrimonial. Além disso, ele reduz litígios porque registra a vontade do casal.

No entanto, o contrato precisa ser claro e coerente com a realidade do relacionamento. Assim, você evita discussões futuras e protege terceiros.

Partilha na união: conclusão prática

A partilha na união funciona bem quando você prova datas, aquisições e contexto familiar. Além disso, você evita surpresas quando organiza documentos desde o início.

Assim, você aumenta a chance de um acordo seguro e reduz desgaste emocional. Portanto, procure orientação antes de assinar qualquer termo.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
OAB/ES 33.819
Santos Faria Sociedade de Advogados

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