Depósito judicial em dinheiro no cumprimento provisório: STJ veta imóvel sem anuência do credor

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Depósito judicial dinheiro: STJ exige valor em espécie no cumprimento provisório

O depósito judicial dinheiro virou ponto central no cumprimento provisório. Contudo, o STJ vedou a troca unilateral por imóvel para afastar multa e honorários.

Além disso, o STJ explicou a diferença entre depósito e pagamento voluntário. Assim, você evita pedidos equivocados e reduz indeferimentos na execução.

O STJ decidiu que o executado só evita multa e honorários se depositar o valor em juízo. Portanto, ele não substitui o depósito por bem, salvo se o credor aceitar.

Depósito judicial dinheiro: o que o STJ decidiu

Em primeiro lugar, o STJ confirmou a incidência de multa e honorários no cumprimento provisório. Contudo, ele preservou o interesse recursal quando o executado deposita o valor.

Além disso, o Tribunal afirmou que o depósito previsto no CPC funciona como garantia. Assim, ele impede atos invasivos e pode ser levantado com caução idônea.

SituaçãoEfeito prático
Depósito do valor em juízo no cumprimento provisório O executado evita multa e honorários, e mantém o recurso ativo
Oferta de imóvel no lugar do valor, sem anuência do credor O executado não afasta multa e honorários

Depósito judicial dinheiro: depósito não é pagamento voluntário

Primeiramente, o STJ separou dois conceitos que geram confusão. O pagamento voluntário extingue o débito, enquanto o depósito apenas garante o juízo.

Portanto, no cumprimento definitivo, o executado só evita a multa se pagar sem discutir o débito. Já no cumprimento provisório, ele evita a sanção ao depositar o valor em juízo.

Em resumo: no provisório, o depósito protege o executado e preserva o recurso. Assim, o sistema evita punição automática quando existe impugnação pendente.

Depósito judicial dinheiro: por que o imóvel não substitui o valor

Em seguida, o STJ destacou a finalidade da execução por quantia certa. O credor tem direito a receber dinheiro, e não outro bem.

Além disso, o Tribunal apontou risco de perda de liquidez do título. Assim, a troca por imóvel pode gerar discussões sobre suficiência, restrições e alienação.

Ponto decisivo: o credor precisa concordar com a substituição. Portanto, o juiz não impõe a aceitação de imóvel contra a vontade do exequente.

Depósito judicial dinheiro: checklist para o pedido do exequente

Se você atua pelo credor, organize o cumprimento com estratégia. Assim, você reduz incidentes e acelera a satisfação do crédito.

  1. Primeiro, destaque que a obrigação envolve quantia certa.
  2. Depois, peça intimação para depósito do valor no prazo legal.
  3. Além disso, requeira multa e honorários se o executado não depositar.
  4. Por fim, recuse substituição por imóvel quando ela reduzir liquidez.

Depósito judicial dinheiro: checklist para a defesa do executado

Se você defende o executado, aja com rapidez e precisão. Portanto, você deve depositar o valor para afastar multa e honorários no provisório.

  • Primeiramente, deposite o valor em dinheiro, dentro do prazo.
  • Em seguida, mantenha o recurso e discuta o débito de modo técnico.
  • Além disso, negocie substituição por bem apenas com anuência do credor.
  • Por fim, evite manobras que criem incidentes e atrasos desnecessários.

Depósito judicial dinheiro: base legal para consulta rápida

Para aplicar a tese corretamente, consulte os dispositivos centrais do CPC. Assim, você alinha o pedido com a lógica da tutela pecuniária.

Este conteúdo tem caráter informativo. Contudo, cada caso exige análise de prazos, cálculos e estratégia recursal. Portanto, uma revisão técnica pode mudar o resultado.

Paulo Vitor Faria da Encarnação
OAB/ES 33.819

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