Fraude no Pix: banco deve mitigar prejuízos e pode indenizar consumidor

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Fraude no Pix exige resposta rápida do banco e do consumidor. Por isso, o TJDFT reforçou o dever de segurança e de mitigação de prejuízos. Além disso, a jurisprudência aplica responsabilidade objetiva quando há falha do serviço.

Resumo prático: o banco deve implementar mecanismos para impedir transações suspeitas. Assim, ele reduz fraudes e limita danos. Contudo, o consumidor deve agir rápido e registrar protocolos.

Fraude no Pix e responsabilidade objetiva do banco

O TJDFT reconheceu que o banco responde objetivamente por fraudes em operações Pix. Assim, ele aplica a teoria do risco da atividade. Além disso, a Súmula 479 do STJ reforça a responsabilidade por fortuito interno.

Ideia central: quando a fraude ocorre dentro do sistema bancário, o banco assume o risco. Portanto, ele precisa provar culpa exclusiva do consumidor para se eximir.

ConceitoO que significaEfeito no processo
Responsabilidade objetivaVocê não precisa provar culpa do bancoAssim, o foco vai para falha do serviço
Fortuito internoFraude integra o risco da atividade bancáriaPortanto, o banco costuma responder
Culpa exclusiva do consumidorConduta do consumidor causa o dano, sozinhaContudo, o banco precisa provar

Fraude no Pix e dever de mitigar prejuízos

O TJDFT destacou o dever de segurança e de comunicação. Assim, o banco deve bloquear ou sinalizar transações fora do perfil. Além disso, ele deve agir quando o cliente comunica o golpe.

Exemplo típico: transferências fragmentadas em minutos e para desconhecidos indicam fraude. Portanto, o banco deve disparar alertas e travas.

  • Primeiro, o banco monitora transações atípicas.
  • Em seguida, ele alerta e confirma com o cliente.
  • Além disso, ele bloqueia operações de alto risco quando necessário.
  • Por fim, ele registra e apura o incidente com rapidez.

Fraude no Pix e dano moral

O TJDFT reconheceu que a falha de segurança pode gerar dano moral. Assim, o desgaste, a angústia e a impotência podem caracterizar violação de direitos da personalidade. Além disso, o tribunal avalia proporcionalidade e efeito pedagógico.

Regra prática: você fortalece o pedido quando prova falha do banco e tentativas imediatas de solução. Portanto, guarde prints, protocolos e boletins.

Fraude no Pix e culpa concorrente

Em alguns casos, o TJDFT reconhece culpa concorrente. Assim, o consumidor pode ter seguido instruções de golpistas sem confirmar a legitimidade. Contudo, o banco também pode falhar ao não detectar operação fora do perfil.

Efeito: a indenização pode ser proporcional. Além disso, o dano moral pode ser afastado em situações específicas.

CenárioConduta do consumidorConduta do banco
Golpe por telefonemaVocê transfere sem validar a origemAssim, ele não barra operação atípica
Celular roubadoVocê comunica e pede bloqueio imediatoContudo, ele não bloqueia e permite Pix

Fraude no Pix: o que fazer nas primeiras 2 horas

Você precisa agir rápido para aumentar chances de recuperação. Além disso, você deve documentar tudo desde o início. Portanto, siga um roteiro simples.

  1. Primeiro, você registra contestação no app e anota o protocolo.
  2. Em seguida, você liga no canal oficial e pede bloqueio imediato.
  3. Depois, você faz boletim de ocorrência e salva o comprovante.
  4. Por fim, você reúne extratos, prints e conversas do golpe.

Próximos passos em casos de fraude no Pix

Se você sofreu fraude, você pode exigir restituição e indenização, conforme o caso. Além disso, você pode pedir inversão do ônus da prova. Assim, o banco precisa explicar o que fez para impedir a fraude.

Direção estratégica: você fundamenta no CDC, na Súmula 479 do STJ e nos deveres de segurança do Pix. Portanto, você organiza fatos e provas com precisão.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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