Empréstimo em nome de analfabeto: STJ reforça formalidades e responsabilidade do banco

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O empréstimo analfabeto fraude aparece em ações com saques, alterações de conta e contratos “digitais” sem cautela. Por isso, o STJ reforçou exigências formais e deveres do banco.

Mensagem central: quando alguém contrata em nome de pessoa analfabeta, o banco precisa provar a regularidade. Além disso, ele responde por falhas de segurança ligadas a fraudes internas.

Empréstimo analfabeto fraude: o que aconteceu no caso

O consumidor alegou transações indevidas, como empréstimo, saque e alteração de conta. Em seguida, ele afirmou que alguém contratou sem cumprir formalidades exigidas.

O tribunal local reconheceu a nulidade do negócio e aplicou relação de consumo. Assim, ele responsabilizou o banco de forma objetiva e fixou indenização.

Foco do debate: o processo tratou de contrato atribuído a pessoa analfabeta. Portanto, o julgador exigiu cautelas formais e prova de disponibilização do valor.

Formalidades para contratar com analfabeto

Quando a pessoa não lê nem escreve, o contrato precisa de mais segurança. Por isso, o direito exige assinatura a rogo e duas testemunhas em hipóteses análogas.

Além disso, a jurisprudência costuma exigir mandato por instrumento público para a assinatura a rogo. Assim, o contratante outorga poderes formais ao terceiro.

Checklist de validade do contrato

  • Primeiro, identifique o contratante e confirme sua vontade.
  • Depois, exija assinatura a rogo e duas testemunhas idôneas.
  • Além disso, peça procuração pública para a assinatura por terceiro.
  • Por fim, guarde prova da entrega do valor ao titular correto.

Alerta: o banco precisa demonstrar cautela e regularidade. Caso contrário, o juiz reconhece nulidade e impõe ressarcimento.

Empréstimo analfabeto fraude e responsabilidade do banco

O tribunal aplicou o CDC e reconheceu responsabilidade objetiva pelo serviço. Portanto, o banco responde quando o sistema permite fraudes ligadas ao risco da atividade.

Além disso, a Súmula 479 do STJ reforça a responsabilidade por fortuito interno em operações bancárias. Assim, o banco não transfere o prejuízo ao consumidor.

SituaçãoRisco típicoEfeito prático
Contrato sem cautela formalVontade duvidosa e fraude documentalNulidade e devolução do prejuízo
Saque por terceirosFalha de autenticaçãoRessarcimento e possível dano moral
Alteração de conta sem ciênciaVulnerabilidade do cadastroDever de reparar e corrigir registros

Como a prova costuma funcionar nesses casos

Em relações de consumo, o juiz pode inverter o ônus da prova. Assim, o banco deve provar que o cliente realizou saques e autorizou mudanças.

Além disso, o banco deve demonstrar a trilha de auditoria do contrato. Portanto, logs, imagens e validações precisam aparecer no processo.

Boa prática: organize documentos por linha do tempo. Em seguida, destaque “contratação”, “liberação”, “saque” e “alteração de conta”.

O que o STJ analisou no recurso

No STJ, o recorrente precisa demonstrar o cabimento do recurso especial. Por isso, falhas na fundamentação costumam impedir o conhecimento do recurso.

Além disso, a parte precisa atacar todos os fundamentos autônomos do acórdão. Caso contrário, o STJ mantém a decisão por óbice técnico.

Links úteis e caminhos internos

Conclusão

O empréstimo analfabeto fraude exige resposta rápida e prova organizada. Portanto, você deve exigir regularidade formal e rastreabilidade da operação.

Assim, você protege o consumidor e reduz risco de novas fraudes. Além disso, você aumenta a chance de restituição e indenização quando cabíveis.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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