Ônus da prova na terceirização: STF define quando a Administração responde por verbas trabalhistas

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O ônus da prova ganhou papel central nas ações sobre terceirização contra a Administração Pública. Além disso, o STF afastou a condenação automática. Portanto, o autor precisa demonstrar falha de fiscalização.

Resumo em 20 segundos

  • Primeiro, o STF rejeitou responsabilidade automática do poder público.
  • Depois, o STF definiu o ônus da prova da falha como regra do autor.
  • Além disso, o STF indicou a notificação formal como marco relevante.
  • Por fim, o STF exigiu nexo entre omissão e prejuízo.

Ônus da prova: o que o STF decidiu no Tema 1118

O STF julgou o RE 1298647 com repercussão geral. Assim, o Tribunal fixou critérios para responsabilidade subsidiária em terceirização. Além disso, o STF reforçou a exigência de prova concreta.

O STF afirmou que o autor deve provar a falha de fiscalização. Portanto, o juiz não pode inverter o ônus da prova para condenar sem base fática.

Mensagem prática

Assim, você precisa provar fato, omissão e nexo causal. Desse modo, você conecta o dano à conduta do órgão público. Logo, você direciona o processo para documentos.

Ônus da prova: quando a Administração responde

A Administração só responde quando você prova negligência. Além disso, o STF destacou a notificação formal como marco objetivo. Portanto, a inércia após aviso pesa contra o ente público.

Por outro lado, a mera inadimplência da terceirizada não basta. Assim, você deve mostrar que o órgão sabia do problema e não agiu. Então, você fortalece a tese de culpa administrativa.

SituaçãoO que isso indicaReflexo no ônus da prova
Terceirizada não paga verbasIsso não prova culpa do órgãoEntão, o autor precisa provar negligência
Administração recebe notificação formalIsso exige resposta e providênciasAssim, o autor deve provar omissão posterior
Administração permanece inerteIsso sugere negligência relevanteLogo, a prova favorece a responsabilidade

Ônus da prova: o que conta como notificação formal

O STF mencionou notificação formal por meio idôneo. Assim, você precisa registrar o aviso em canal rastreável. Além disso, você deve guardar protocolo, data e destinatário.

Exemplos práticos

  • primeiro, protocolo no órgão contratante;
  • depois, e-mail institucional com confirmação;
  • além disso, ofício sindical ao fiscal do contrato;
  • por fim, notícia formal ao Ministério Público do Trabalho.

Ônus da prova: como preparar a ação ou a defesa

Primeiro, monte uma linha do tempo do contrato. Em seguida, vincule atrasos a documentos. Assim, você apresenta coerência e reduz impugnações.

Depois, foque em fatos objetivos e rastreáveis. Além disso, mostre quem recebeu a notificação e quando. Portanto, você demonstra ciência e inércia do órgão.

Checklist probatório

  1. Primeiro, identifique fiscal e gestor do contrato.
  2. Depois, liste parcelas em atraso e datas exatas.
  3. Em seguida, formalize a notificação e guarde o protocolo.
  4. Além disso, registre respostas, despachos e providências.
  5. Por fim, ligue omissão e prejuízo com documentos.

Ônus da prova: deveres em segurança e condições de trabalho

O STF também destacou deveres de segurança em ambiente do tomador público. Assim, o órgão deve garantir condições quando o trabalho ocorre em suas dependências. Além disso, a lei exige cuidado no local pactuado.

DeverBase legalAção prática
Garantir segurança e higieneLei 6.019/1974, art. 5º-A, § 3ºAssim, fiscalize o ambiente e registre medidas
Exigir capital social compatívelLei 6.019/1974, art. 4º-BEntão, valide documentos antes da contratação
Condicionar pagamento à quitaçãoLei 14.133/2021, art. 121, § 3ºLogo, exija comprovação mensal e arquive

Ônus da prova: links úteis e orientação rápida

Você deve consultar textos oficiais para evitar ruído. Portanto, use links confiáveis e atualizados. Além disso, você fortalece sua estratégia com base normativa.

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Então, envie documentos e receba um plano de prova. Assim, você atua com estratégia e previsibilidade. Portanto, você reduz riscos e retrabalho.

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Aviso

Este conteúdo informa e não substitui análise individual. Ainda assim, ele melhora sua estratégia de prova em terceirização.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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