Prescrição contratual em direito autoral: STJ fixa prazo de 10 anos em disputa de software

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A prescrição contratual gera dúvidas em casos de direito autoral e software. Porém, o STJ reafirmou o prazo de 10 anos quando a pretensão nasce do contrato. Assim, a regra muda o planejamento de ações e defesas.

Resumo em 25 segundos

  • Primeiro, o STJ separou responsabilidade contratual e extracontratual.
  • Depois, aplicou 10 anos quando o pedido deriva do contrato.
  • Por fim, afastou 3 anos usados para reparação extracontratual.

Prescrição contratual: o que o STJ decidiu no caso do software

O caso envolveu cláusula de contrato de software e uso sem licença. Então, a empresa pediu indenização por violação contratual. Contudo, instâncias anteriores aplicaram 3 anos e reconheceram prescrição.

Em seguida, o STJ reformou o entendimento e aplicou 10 anos. Portanto, o Tribunal manteve o prazo geral do art. 205 do Código Civil para responsabilidade contratual.

Regra prática

Assim, quando a causa de pedir nasce do contrato, você usa a prescrição contratual decenal, mesmo com tema autoral.

Prescrição contratual: por que o prazo não vira 3 anos

O STJ destacou uma distinção simples e objetiva. Ou seja, o prazo de 3 anos aparece quando a reparação é extracontratual. Por outro lado, o prazo de 10 anos rege a responsabilidade contratual.

Além disso, o Tribunal rejeitou um “atalho” interpretativo. Assim, ele não criou regra especial apenas porque o debate tangencia direito autoral. Portanto, o contrato continua no centro da análise.

CenárioBase do pedidoPrazo típico
Responsabilidade contratualViolação de cláusula do contrato10 anos (art. 205 do CC)
Responsabilidade extracontratualDano sem vínculo contratual3 anos (art. 206, § 3º, V, do CC)

Prescrição contratual: como enquadrar o seu caso

Primeiro, identifique a origem do dever violado. Se o dever nasce do contrato, você aplica a prescrição contratual de 10 anos. Caso contrário, você avalia o regime extracontratual.

Perguntas que resolvem o enquadramento

  • Você assinou contrato de licença ou prestação de serviços?
  • Além disso, a cláusula violada aparece por escrito no instrumento?
  • Então, o pedido exige interpretar obrigações contratuais?
  • Por fim, o dano decorre do descumprimento dessa obrigação?

Prescrição contratual: impactos para empresas e desenvolvedores

Essa tese muda o contencioso de tecnologia. Assim, empresas ganham fôlego para cobrar indenização por quebra de licença. Além disso, réus precisam reforçar provas sobre a data do inadimplemento.

  • Portanto, revise cláusulas de auditoria e prova de uso.
  • Além disso, registre logs e evidências com cadeia de custódia.
  • Em seguida, documente notificações e tentativas de regularização.

Prescrição contratual: o que fazer antes de ajuizar ação

Primeiro, organize fatos e datas em uma linha do tempo. Depois, compare com o contrato e com os marcos de conhecimento do dano. Assim, você reduz risco de alegação de prescrição.

Checklist pré-processual

  1. Então, localize o contrato e seus aditivos.
  2. Em seguida, colecione provas do uso sem licença.
  3. Além disso, identifique a data do descumprimento.
  4. Por fim, estime danos e defina a estratégia de prova.

Quer uma análise do seu contrato?

Assim, você recebe orientação clara sobre prazo, prova e pedido adequado.

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Aviso

Este texto informa e não substitui análise do caso concreto. Ainda assim, ele orienta decisões com base em contrato e prazos.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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