Consignado fraudulento: TJSP mantém devolução em dobro e dano moral

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Consignado fraudulento ainda gera descontos indevidos em benefícios. Por isso, o TJSP manteve a condenação de banco em caso recente. Além disso, o Tribunal confirmou devolução em dobro e dano moral.

Resumo do caso

  • A consumidora negou a contratação do consignado.
  • Ela impugnou a assinatura do contrato apresentado pelo banco.
  • O TJSP negou provimento ao recurso do banco.

Consignado fraudulento: o que o TJSP decidiu

O TJSP manteve sentença de parcial procedência. Assim, o Tribunal declarou inexistente a relação jurídica. Além disso, reconheceu a inexigibilidade dos débitos dos contratos discutidos.

TemaResultado prático
ContratoBanco não comprovou a autenticidade da assinatura impugnada.
DescontosRestituição em dobro dos valores descontados indevidamente.
Dano moralIndenização mantida em R$ 5.000,00.
CompensaçãoSentença autorizou compensar descontos com valor creditado em conta.

Por que isso importa

Quando o consignado é fraudulento, o desconto afeta verba alimentar. Portanto, o impacto supera mero aborrecimento. Além disso, a prova documental costuma ser decisiva.

Consignado fraudulento e ônus da prova da assinatura

Quando a parte impugna a assinatura, o banco deve provar a autenticidade. Portanto, quem apresenta o documento assume esse ônus. Além disso, o CPC traz regra específica para esse cenário.

  • Primeiro, a consumidora nega a contratação e impugna a assinatura.
  • Depois, o banco precisa produzir prova técnica adequada.
  • Porém, no caso, o banco não pediu perícia grafotécnica.
  • Assim, o Tribunal manteve a conclusão de invalidade do contrato.

Ponto-chave do acórdão

O banco ficou inerte quando o juiz pediu especificação de provas. Logo, ele perdeu a chance de esclarecer a autoria da assinatura.

Consignado fraudulento e “depósito em conta”

O banco alegou que o crédito em conta validava o contrato. Porém, o Tribunal rejeitou essa tese. Assim, o crédito pode ser apenas consequência da fraude.

Alegação do bancoResposta do Tribunal
“Houve transferência para a conta.”Transferência não prova contratação válida, quando há impugnação de assinatura.
“Terceiro fraudou o sistema.”Falha de segurança integra o risco do serviço bancário.

Consignado fraudulento, fortuito interno e responsabilidade do banco

O TJSP tratou a fraude como fortuito interno. Portanto, o banco responde pelos riscos da atividade. Além disso, o Tribunal aplicou entendimento consolidado sobre fraudes bancárias.

Consignado fraudulento e devolução em dobro

O banco pediu devolução simples. Porém, o TJSP manteve a devolução em dobro. Assim, o Tribunal afastou “engano justificável” em contrato inexistente e fraudulento.

  • Além disso, o Tribunal dispensou prova de má-fé para a dobra.
  • Portanto, a cobrança indevida contrariou a boa-fé objetiva.
  • Logo, a restituição em dobro permaneceu.

Consignado fraudulento e dano moral em verba alimentar

O TJSP reconheceu dano moral pelo desconto em benefício previdenciário. Assim, a privação de verba alimentar gerou angústia e insegurança. Além disso, o Tribunal manteve o valor de R$ 5.000,00.

Quando o dano moral costuma aparecer

  • Quando o desconto atinge aposentadoria, pensão ou salário.
  • Quando o consumidor precisa provar urgência e subsistência.
  • Quando o banco não apresenta prova técnica convincente.

O que fazer se você suspeita de consignado fraudulento

Você precisa agir rápido e com organização. Portanto, registre tudo desde o primeiro desconto. Além disso, use canais oficiais para criar trilha de prova.

  1. Primeiro, obtenha extratos do benefício e dos empréstimos consignados.
  2. Depois, reúna comprovantes dos descontos e do valor líquido recebido.
  3. Em seguida, solicite ao banco o contrato completo e a suposta assinatura.
  4. Logo após, registre reclamações e guarde protocolos e respostas.
  5. Por fim, avalie medida judicial para cessar descontos e reaver valores.

Além disso, veja outros conteúdos no blog do escritório. Assim, você entende estratégias e documentos úteis em casos semelhantes.

Conclusão: consignado fraudulento exige reação imediata

O TJSP reforçou a proteção do consumidor em consignado fraudulento. Portanto, o banco deve provar a autenticidade do contrato impugnado. Além disso, o Tribunal manteve devolução em dobro e dano moral.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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