Roubo de Celular e Pix: Banco Responde por Falha de Segurança, Decide STJ

Compartilhe esse post

Roubo de Celular e Pix: Banco Responde por Falha de Segurança

O roubo de celular Pix gera responsabilidade do banco quando há falha na segurança. Além disso, o STJ reconheceu que a instituição responde por transações realizadas após comunicação do cliente. Portanto, a decisão reforça o dever de proteção patrimonial do consumidor.

📌 Caso julgado:
REsp 2.082.281/SP – Terceira Turma do STJ
DJe: 29/11/2023
Fonte oficial: :contentReference[oaicite:0]{index=0}

O que aconteceu no caso de roubo de celular Pix?

A consumidora teve o celular roubado. Em seguida, ela comunicou o banco e solicitou bloqueio do Pix.

Entretanto, o banco não bloqueou as operações. Assim, o infrator realizou transferência via aplicativo bancário.

Consequentemente, a cliente sofreu prejuízo financeiro. Por isso, ela ajuizou ação indenizatória.

Roubo de celular Pix e dever de segurança

O STJ aplicou o art. 14 do Código de Defesa do Consumidor. Além disso, reafirmou que o serviço é defeituoso quando não oferece segurança esperada.

FundamentoBase LegalConclusão
Responsabilidade objetivaArt. 14 do CDCNão depende de culpa
Fortuito internoSúmula 479 STJFraude integra risco da atividade
Dever de segurançaArt. 14, §1º, CDCBanco deve prevenir fraudes

Assim, o Tribunal entendeu que a instituição deveria impedir a movimentação. Logo, a omissão configurou falha na prestação do serviço.

Fortuito interno ou fato de terceiro?

O banco alegou fato exclusivo de terceiro. Contudo, o STJ afastou essa tese.

Segundo o acórdão, o crime ocorreu dentro da órbita da atividade bancária. Portanto, caracteriza-se fortuito interno.

⚖️ Regra importante:
Se a fraude integra o risco do negócio bancário, o banco responde.

Além disso, o Tribunal destacou que a atividade financeira possui risco elevado. Assim, exige sistemas de segurança eficientes.

Roubo de celular Pix e comunicação imediata

No caso concreto, a cliente informou o banco no mesmo dia. Entretanto, a instituição não adotou medidas preventivas.

Consequentemente, a transferência ocorreu após a solicitação de bloqueio. Por isso, o STJ reconheceu o nexo causal.

  • Houve dano material comprovado.
  • O banco poderia evitar o prejuízo.
  • Não houve rompimento do nexo causal.
  • Configurou-se falha na segurança.

O que decidiu o STJ?

O STJ deu provimento ao recurso especial. Assim, restabeleceu a sentença que condenou o banco.

Portanto, determinou indenização por danos materiais e morais. Além disso, reafirmou a aplicação da Súmula 479.

💡 Entendimento consolidado:
Fraudes bancárias digitais integram o risco da atividade financeira.

Impactos práticos da decisão

A decisão fortalece a proteção do consumidor digital. Além disso, exige maior rigor nos sistemas antifraude.

Portanto, bancos devem bloquear operações suspeitas rapidamente. Caso contrário, responderão por prejuízos.

  • Reforce senhas e autenticação em dois fatores.
  • Comunique imediatamente o banco em caso de roubo.
  • Guarde protocolos de atendimento.
  • Registre boletim de ocorrência.

Você pode consultar o Código de Defesa do Consumidor.

Além disso, confira nosso artigo sobre fraude bancária e seus direitos.

Teve prejuízo após roubo de celular?

Fale com um advogado especialista

Conclusão sobre roubo de celular Pix

O roubo de celular Pix não exclui automaticamente a responsabilidade do banco. Ao contrário, a instituição deve agir com diligência.

Assim, quando falha no dever de segurança, deve indenizar. Portanto, a decisão do STJ reforça a proteção do consumidor digital.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
OAB/ES 33.819

Veja mais