Penhora de salário na execução trabalhista: IRDR 22 do TRT-3 autoriza até 50% dos ganhos líquidos

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Penhora de salário voltou ao centro das execuções trabalhistas. Por isso, o TRT da 3ª Região fixou tese no IRDR 22. Além disso, o Tribunal autorizou penhora parcial, com limites e cautelas.

Resumo rápido: o IRDR 22 do TRT-3 permite penhora de salário para pagar crédito trabalhista. Contudo, o juiz deve preservar a subsistência digna. Além disso, a penhora pode chegar a 50% dos ganhos líquidos.

Penhora de salário: o que diz o IRDR 22 do TRT-3

O TRT-3 julgou um Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas. Em seguida, o Tribunal fixou uma tese objetiva. Assim, ele admitiu a penhora de salário em execução trabalhista, com limites claros.

PontoRegra práticaO que você prova
Base legalArt. 833, IV e §2º, CPC/2015Natureza alimentar do crédito trabalhista
Percentual máximoAté 50% dos ganhos líquidosRenda líquida e descontos obrigatórios
Freio essencialPreservar subsistência dignaDespesas básicas e particularidades do caso

Atenção: você calcula sobre ganhos líquidos. Além disso, você justifica o percentual com elementos concretos. Assim, você reduz impugnações e retrabalho.

Penhora de salário: por que o crédito trabalhista muda o jogo

O crédito trabalhista tem natureza alimentar. Por isso, ele entra na exceção do §2º do art. 833 do CPC. Além disso, o juiz busca efetividade sem violar a dignidade do executado.

Como o juiz costuma raciocinar:

  • Primeiro, o juiz verifica o caráter alimentar do crédito.
  • Depois, ele mede a renda líquida do executado.
  • Em seguida, ele avalia custos mínimos de vida.
  • Assim, ele fixa um percentual proporcional.

Penhora de salário: percentuais possíveis e cenários

Você não precisa pedir 50% em todo caso. Em vez disso, você pode sugerir escalonamento. Assim, você preserva a subsistência e mantém a execução útil.

CenárioPercentual sugeridoJustificativa típica
Renda líquida elevada30% a 50%Você mostra sobra financeira. Portanto, você acelera o pagamento.
Renda média e despesas altas10% a 25%Você prova custos essenciais. Assim, você protege a dignidade.
Renda variávelPercentual progressivoVocê ajusta conforme renda do mês. Logo, você evita inviabilidade.

Penhora de salário: documentos que fortalecem o pedido

Você aumenta a chance de deferimento com documentação objetiva. Além disso, você facilita o trabalho do juiz. Portanto, você evita decisão genérica e instável.

Checklist de anexos:

  1. Holerites recentes ou extratos de pagamento.
  2. Extratos bancários que mostrem créditos salariais.
  3. Planilha simples com ganhos líquidos e percentuais.
  4. Informações sobre outras penhoras e consignados.
  5. Dados de despesas essenciais, quando você impugna o percentual.

Penhora de salário: como contestar quando o percentual sufoca

Você pode impugnar a penhora e pedir redução. Contudo, você precisa comprovar a insuficiência financeira. Além disso, você deve propor um percentual alternativo viável.

Estratégia defensiva: você prova despesas indispensáveis. Em seguida, você mostra renda líquida real. Assim, você pede redução e preserva subsistência digna.

Penhora de salário: base legal e leitura oficial

Você encontra o art. 833 do CPC no texto do CPC/2015. Além disso, você deve citar o §2º com precisão. Assim, você enquadra o crédito trabalhista na exceção legal.

Se você atua em execução trabalhista, você pode usar a tese como padrão. Além disso, você ajusta o percentual ao caso concreto. Portanto, você preserva dignidade e aumenta a efetividade da execução.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
Advogado (OAB/ES 33.819) | Mestre em Direito Processual (UFES)
Santos Faria Sociedade de Advogados – Vila Velha/ES

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