Serasa Limpa Nome gera dano moral? TJMG nega indenização e explica quando há ilicitude

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Dano moral Serasa virou dúvida comum em ações de consumidor. Por isso, o TJMG explicou o que a plataforma Serasa Limpa Nome realmente faz. Além disso, o Tribunal separou “negativação” de “negociação sigilosa”.

Resumo em 20 segundos: o TJMG reconheceu a inexistência da dívida quando o credor não provou o contrato. Contudo, o Tribunal negou dano moral Serasa, pois não houve negativação pública.

Dano moral Serasa: o que é o Serasa Limpa Nome

O Serasa Limpa Nome funciona como ambiente de negociação de dívidas. Assim, ele mostra propostas ao próprio consumidor. Além disso, ele não divulga o registro a terceiros, em regra. Portanto, ele não equivale a cadastro público de inadimplentes.

Tradução prática: você vê a oferta. Entretanto, o mercado não “vê” a anotação como negativação clássica. Por isso, o dano moral não surge automaticamente.

Dano moral Serasa: diferença entre negativação e plataforma de negociação

Muitas ações confundem dois fenômenos distintos. Por isso, você precisa separar os efeitos jurídicos. Além disso, essa diferença muda a prova e o pedido.

SituaçãoAcessoEfeito típico
Negativação em cadastro restritivoTerceiros consultamVocê sofre restrição pública. Assim, o dano moral costuma ser presumido.
Registro no Serasa Limpa NomeVocê acessa de forma pessoalVocê recebe proposta. Contudo, não há publicidade típica de negativação.

Alerta: você deve provar “negativação ativa” se quiser dano moral presumido. Caso contrário, você precisa provar abalo concreto.

Dano moral Serasa: quem prova o contrato quando você nega a dívida

Quando você nega a contratação, o credor deve provar o vínculo. Além disso, quando você impugna a assinatura, o credor deve provar a autenticidade. Assim, o TJMG aplicou a regra do CPC e a orientação do STJ.

Roteiro probatório:

  1. Primeiro, você impugna o contrato e a assinatura com clareza.
  2. Depois, você pede prova pericial, quando necessário.
  3. Em seguida, você exige documentos de origem, cessão e notificações.
  4. Por fim, você vincula a falha probatória à inexigibilidade do débito.

Você pode ler o CPC em base oficial. Além disso, você deve citar o art. 429, II, de forma precisa. Acesse o CPC/2015 no Planalto.

Dano moral Serasa: por que o TJMG negou a indenização

O TJMG reconheceu a anotação indevida na plataforma. Contudo, ele não presumiu dano moral. Assim, ele exigiu repercussão na esfera da personalidade. Além disso, ele considerou a ausência de negativação ativa.

PerguntaResposta prática
Houve dívida provada?Não. Portanto, o Tribunal declarou a inexistência do débito.
Houve negativação pública?Não. Assim, o Tribunal não presumiu dano moral.
Houve prova de abalo concreto?A autora não provou. Logo, o Tribunal negou indenização.

Dano moral Serasa: quando você ainda pode pedir reparação

Você pode pedir indenização em hipóteses específicas. Entretanto, você precisa demonstrar fatos concretos. Além disso, você deve evitar pedidos genéricos.

Exemplos de prova útil: você junta recusa formal de crédito por negativação. Além disso, você apresenta consultas de terceiros em cadastro restritivo. Assim, você mostra repercussão real.

Dano moral Serasa: checklist para consumidores

Você resolve melhor quando organiza documentos antes da ação. Além disso, você reduz risco de improcedência. Portanto, você ganha previsibilidade.

  • Primeiro, você tira prints da plataforma e salva a identificação do débito.
  • Depois, você emite relatório de “negativação ativa”, se existir.
  • Em seguida, você guarda comprovantes de tentativas de compra e recusas.
  • Por fim, você reúne boletim de ocorrência, quando houver fraude evidente.

Em síntese, o TJMG separou dívida inexistente e dano moral. Assim, você pode excluir o registro, mesmo sem indenização. Além disso, você deve produzir prova forte para superar a tese do “ambiente sigiloso”.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
Advogado (OAB/ES 33.819) | Mestre em Direito Processual (UFES)
Santos Faria Sociedade de Advogados – Vila Velha/ES

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