Penhora de imóvel fiduciário por dívida condominial: como funciona e quais cuidados tomar

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Penhora de imóvel fiduciário em dívida de condomínio já tem orientação clara na jurisprudência recente. Por isso, o condomínio pode mirar o próprio imóvel, mesmo com alienação fiduciária.

Resumo em 20 segundos
Em regra, a dívida condominial tem natureza propter rem. Assim, o imóvel pode responder pelo débito. Contudo, você deve citar o credor fiduciário antes da constrição.

Penhora de imóvel fiduciário: o que o TJRJ confirmou

O caso tratou de execução de cotas condominiais em atraso. Além disso, o imóvel estava alienado fiduciariamente.

Mesmo assim, o tribunal reconheceu a possibilidade de penhora do bem. Portanto, o condomínio não precisa limitar o pedido aos direitos aquisitivos.

Por que a dívida condominial “gruda” no imóvel

A dívida condominial acompanha a unidade. Consequentemente, ela incide sobre quem detém a relação com a coisa.

Por isso, a alienação fiduciária não cria imunidade ao débito. Ainda assim, você deve cumprir as garantias do contraditório.

Em outras palavras
O condomínio cobra a despesa ligada ao imóvel. Assim, a execução busca a efetividade, e não um “jogo de papéis”.

Penhora de imóvel fiduciário: requisito que evita nulidade

Primeiramente, você deve citar o credor fiduciário. Em seguida, você permite que ele quite o débito condominial.

Se o credor quitar a dívida, ele pode se sub-rogar. Depois, ele pode buscar regresso contra o devedor fiduciante.

EtapaO que fazerPor que importa
1Provar o débito e individualizar a unidadeAssim, você evita impugnações básicas
2Requerer a citação do credor fiduciárioLogo, você protege o ato constritivo
3Pedir a penhora do imóvel e, se cabível, o leilãoPor isso, você maximiza a satisfação do crédito

Penhora de imóvel fiduciário e documentos “impossíveis”

O tribunal afastou a exigência de planilha de valores pagos no financiamento. Assim, o condomínio não precisa provar dados que ele não possui.

Além disso, o credor fiduciário detém essas informações. Portanto, ele deve fornecê-las se o processo exigir.

Dica prática
Evite pedidos dependentes de documentos bancários sigilosos. Em vez disso, peça a citação do credor e a requisição direcionada.

Quando a execução pode ir para a Justiça Federal

Se a Caixa Econômica Federal atuar como credora fiduciária, o tema muda. Nesse caso, pode surgir discussão sobre competência federal.

Contudo, o juiz avalia o interesse jurídico no caso concreto. Por isso, você deve preparar a estratégia processual desde o início.

Além disso, você pode ver outros textos em Direito Imobiliário e, também, em Inadimplência Condominial.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
Advogado – OAB/ES 33.819

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