Parcelamento das custas iniciais: quando o juiz pode autorizar

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O parcelamento das custas iniciais representa uma solução jurídica legítima quando o pagamento integral impede o acesso à Justiça. Além disso, a jurisprudência recente confirma essa possibilidade à luz do Código de Processo Civil.

Ponto central: O fracionamento das custas processuais pode ser concedido mesmo sem justiça gratuita.

Entenda o fracionamento das custas processuais

Em primeiro lugar, o pagamento parcelado das custas permite que a parte arque com as despesas de forma progressiva. Dessa forma, o processo segue sem exigir desembolso imediato elevado.

Além disso, o art. 98, § 6º, do CPC autoriza expressamente essa flexibilização. Assim, o juiz ajusta o pagamento à realidade econômica do caso concreto.

Hipóteses aceitas pelos tribunais

Atualmente, os tribunais admitem o parcelamento quando o recolhimento integral compromete o sustento. Consequentemente, o Judiciário preserva o direito fundamental de acesso à Justiça.

  • Custas iniciais de valor expressivo
  • Indeferimento da gratuidade judicial
  • Dificuldade financeira transitória
  • Risco concreto de inviabilização da ação

Por outro lado, o parcelamento não elimina a obrigação. Portanto, o pagamento permanece devido.

Acesso à Justiça e proporcionalidade

Nesse contexto, a autorização para pagamento fracionado concretiza o art. 5º, XXXV, da Constituição. Assim, barreiras econômicas não afastam o jurisdicionado do Judiciário.

Atenção: Pessoas jurídicas também podem obter o parcelamento, conforme precedentes recentes.

Além disso, os tribunais reconhecem que crises momentâneas justificam a medida. Logo, o juiz deve sempre analisar o contexto específico.

Consequências do descumprimento

Todavia, o parcelamento exige cumprimento rigoroso. Caso contrário, o processo pode ser extinto.

Portanto, após o deferimento, o pagamento das parcelas torna-se obrigatório. Desse modo, evita-se preclusão e perda do direito discutido.

SituaçãoEfeito processual
Parcelamento concedidoProcesso segue regularmente
Parcelas não pagasExtinção do processo

Como formular o pedido corretamente

Inicialmente, o pedido deve ser claro e bem fundamentado. Além disso, deve demonstrar a impossibilidade de pagamento imediato.

  1. Primeiramente, descreva a situação financeira atual
  2. Em seguida, indique o valor exato das custas
  3. Depois, fundamente no art. 98, § 6º, do CPC
  4. Por fim, demonstre o risco ao acesso à Justiça

Por fim, uma argumentação técnica e organizada aumenta significativamente as chances de deferimento.

Além disso, veja nosso conteúdo sobre justiça gratuita e, ainda, sobre acesso à Justiça .

Para leitura oficial, consulte o Código de Processo Civil .


Paulo Vitor Faria da Encarnação
Advogado – OAB/ES 33.819

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