IOF em Duplicidade: como identificar, provar e pedir devolução

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IOF em duplicidade ocorre quando o banco cobra o imposto mais de uma vez. Além disso, essa prática aumenta o custo do contrato sem justificativa legal. Portanto, o consumidor pode exigir a devolução do valor indevido.

Em resumo: o IOF incide sobre operações de crédito. Contudo, o banco não pode repetir a cobrança sem novo crédito. Assim, a cobrança reiterada tende a ser ilegal.

O que é IOF em duplicidade

IOF em duplicidade surge quando o imposto incide duas vezes na mesma operação. Em seguida, o banco mantém apenas uma liberação de crédito. Dessa forma, o consumidor paga além do valor devido.

IOF em duplicidade e IOF financiado

Inicialmente, o consumidor deve diferenciar duplicidade de financiamento do IOF. Entretanto, muitos contratos incluem o IOF no valor financiado. Contudo, essa prática não configura cobrança duplicada.

Atenção: verifique se houve novo crédito liberado. Caso contrário, a nova cobrança tende a ser indevida. Portanto, os extratos bancários são essenciais.

Quadro prático sobre IOF em duplicidade

Para facilitar a análise, compare as hipóteses abaixo. Assim, a identificação da irregularidade se torna objetiva.

SituaçãoO que observarConclusão
Crédito únicoDois lançamentos de IOFHá indício de duplicidade
IOF no CETValor financiado uma única vezCobrança regular
Renegociação sem novo créditoApenas alteração contratualPossível IOF indevido

Como provar IOF em duplicidade

Primeiramente, o consumidor reúne o contrato completo. Em seguida, ele separa os extratos bancários. Assim, a repetição do IOF fica evidente.

  • Contrato bancário integral.
  • Extratos com rubrica do IOF.
  • Evolução detalhada do débito.
  • Comprovantes da liberação do crédito.

Dica prática: destaque os lançamentos repetidos. Depois disso, compare com a data da liberação. Assim, a prova se fortalece.

Qual devolução pedir no IOF em duplicidade

Em regra, o consumidor pede devolução simples. Contudo, ele pode pedir devolução em dobro. Portanto, é necessário comprovar má-fé.

TipoQuando aplicar
SimplesCobrança indevida sem dolo
Em dobroCobrança consciente ou reiterada

Próximo passo

Agora, o consumidor pode revisar o contrato com critério. Assim, ele evita pagamentos indevidos. Por fim, ele protege o próprio patrimônio.

Paulo Vitor Faria da Encarnação
Advogado (OAB/ES 33.819) • Santos Faria Sociedade de Advogados • Vila Velha/ES

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