Bloqueio de perfil no Instagram, quando ocorre sem motivo claro e sem prova concreta, pode gerar indenização. Além disso, o TJSP reforçou transparência e contraditório mínimo em sanções de plataforma.
- Primeiro, o TJSP manteve a sentença e negou provimento ao recurso da plataforma.
- Além disso, o tribunal reconheceu relação de consumo entre usuária e rede social.
- Contudo, a plataforma alegou violação genérica e não apresentou prova individualizada.
- Assim, o TJSP fixou dano moral em R$ 5.000,00 e confirmou o restabelecimento do perfil.
Bloqueio de perfil no Instagram: o que aconteceu
Primeiro, a autora atuava como advogada e influenciadora em educação financeira. Além disso, ela afirmou ter mais de 2,8 milhões de seguidores no perfil profissional.
Desde dezembro de 2024, o perfil sofreu restrições e perdeu funcionalidades relevantes. Em seguida, a sanção durou 310 dias, segundo os autos.
Além disso, a conta perdeu lives, impulsionamento e alcance orgânico em parte do período. Assim, a autora alegou prejuízo direto na atividade profissional.
Em 7 de abril de 2025, a autora notificou a empresa e pediu revisão das restrições. Contudo, ela não recebeu resposta, conforme o acórdão.
| Ponto-chave | Como o TJSP avaliou |
|---|---|
| Justificativa da plataforma | A empresa trouxe alegações genéricas e repetiu termos padronizados. Ainda assim, o TJSP exigiu motivação específica. |
| Prova da infração | Além disso, a empresa não juntou prints, relatórios ou indicação de conteúdo específico. Por isso, o tribunal afastou a justificativa genérica. |
| Comunicação e recurso | Assim, o TJSP cobrou aviso prévio, motivação acessível e meios efetivos de contestação. Portanto, o usuário deve conseguir recorrer. |
| Resultado | Desse modo, o tribunal manteve a reativação e confirmou dano moral de R$ 5.000,00. Além disso, preservou os demais termos da sentença. |
Bloqueio de perfil e relação de consumo
Primeiro, o TJSP aplicou o Código de Defesa do Consumidor ao caso. Assim, o tribunal tratou a usuária como consumidora e a plataforma como fornecedora.
Mesmo com uso profissional, a usuária permaneceu como destinatária final do serviço. Além disso, ela não controla a estrutura técnica e decisória da plataforma.
Portanto, a monetização do perfil não afastou a vulnerabilidade técnica e informacional. Desse modo, o TJSP manteve a incidência do CDC.
- Primeiro, CDC: arts. 2º, 3º e 14.
- Além disso, Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014): arts. 4º, III, 6º, III, e 20.
- Por fim, CPC: art. 373, II, sobre ônus da prova.
Bloqueio de perfil sem prova: o TJSP exige motivação
A plataforma afirmou violação a termos e diretrizes, de forma ampla. Contudo, ela não indicou qual conteúdo teria gerado a sanção.
Além disso, ela não juntou documentos que comprovassem a conduta imputada. Assim, o TJSP reconheceu falha na prestação do serviço.
Por isso, o tribunal cobrou comunicação específica e justificativa acessível. Em seguida, o acórdão citou transparência e boa-fé como parâmetros.
- Primeiro, identifique o post, story, live ou anúncio questionado.
- Além disso, indique a regra aplicada e o motivo objetivo da restrição.
- Em seguida, exija registro técnico mínimo, como logs ou relatório de moderação.
- Por fim, cobre um canal de recurso claro e prazo razoável de resposta.
Bloqueio de perfil e dano moral: quando o tribunal reconhece
Primeiro, o TJSP reconheceu dano moral por serviço defeituoso. Além disso, o acórdão tratou o prejuízo como presumido no contexto do caso.
Em seguida, o tribunal manteve a indenização em R$ 5.000,00. Assim, ele considerou proporcionalidade, função pedagógica e circunstâncias concretas.
Além disso, o TJSP majorou honorários em grau recursal, conforme o CPC. Portanto, o recurso da empresa não mudou o desfecho.
| Fator | Por que importa |
|---|---|
| Tempo de restrição | Assim, ele amplia o impacto e reforça a gravidade da falha do serviço. Além disso, ele aumenta a chance de dano profissional. |
| Ausência de prova | Por isso, ela enfraquece a tese de exercício regular de direito da plataforma. Desse modo, o juiz tende a exigir reativação. |
| Finalidade profissional | Além disso, ela mostra risco de dano imediato ao trabalho e à renda. Portanto, tutela de urgência ganha força. |
Como agir diante do bloqueio de perfil
Primeiro, registre o bloqueio de perfil com prints e datas. Em seguida, salve avisos, e-mails e telas de restrição.
Além disso, reúna provas de impacto, como contratos, notas fiscais e relatórios de alcance. Assim, você demonstra o risco ao trabalho digital.
Depois, envie notificação extrajudicial e peça revisão motivada da sanção. Por fim, guarde protocolos e respostas de atendimento.
Boas práticas para evitar bloqueio de perfil
Primeiro, plataformas precisam explicar decisões com linguagem simples e objetiva. Além disso, elas devem oferecer revisão humana em sanções graves.
Além disso, usuários devem seguir diretrizes e evitar promessas enganosas em publicidade. Assim, eles reduzem riscos de restrições automáticas.
Por isso, transparência e registro técnico protegem ambos os lados. Portanto, o ecossistema digital ganha previsibilidade jurídica.
Se o Instagram restringir sua conta sem detalhes, então você pode exigir motivação e prova. Além disso, você pode pedir tutela de urgência em casos graves.
Links úteis sobre bloqueio de perfil
- Código de Defesa do Consumidor atualizado
- Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014)
- Consulta de jurisprudência do TJSP
Por Paulo Vitor Faria da Encarnação





