Partilha união estável e esforço comum no TJAM

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A partilha união estável varia conforme a data de compra do imóvel. Além disso, a prova do esforço comum define o desfecho.

Resumo rápido: o TJAM reconheceu a união estável. Contudo, ele negou a partilha do imóvel por compra anterior ao início da convivência.

Partilha união estável: o caso julgado no TJAM

  • Primeiro, o tribunal julgou apelação em ação de reconhecimento e dissolução de união estável, com pedido de partilha.
  • Em seguida, ele analisou o processo nº 2010.006832-6, na Terceira Câmara Cível do TJAM.
  • Por fim, o relator Des. Aristóteles Lima Thury manteve a negativa de divisão do bem.

Linha do tempo do caso

  • Em abril de 1998, o varão adquiriu o imóvel.
  • Depois, as partes indicaram início da união entre junho e setembro de 1998.
  • Além disso, a convivência seguiu até setembro de 2003, segundo a autora.
  • Por fim, o TJAM manteve a negativa de partilha do imóvel residencial.

Partilha união estável: regra geral do regime de bens

Em regra, a união estável segue a comunhão parcial quando não existe contrato escrito. Assim, comunicam-se os bens onerosos adquiridos durante a convivência.

Por outro lado, bens anteriores, doados ou herdados não entram na divisão. Portanto, a data de aquisição quase sempre vira o ponto central do litígio.

SituaçãoEfeito na partilhaProvas que ajudam
Imóvel comprado antes da uniãoEm princípio, não entra na partilha. Ainda assim, pode haver debate com prova robusta de esforço comum.Extratos, transferências, recibos e comprovação de aportes.
Imóvel comprado durante a uniãoEm regra, entra na partilha por aquisição onerosa durante a convivência.Contrato, matrícula, financiamento e comprovantes de pagamento.
Doação ou herançaNão comunica, mesmo na constância da união estável.Escritura, formal de partilha e registros imobiliários.

Partilha união estável: o que o TJAM decidiu

O TJAM reconheceu a união estável. Entretanto, ele afastou a partilha porque o imóvel foi adquirido antes da convivência.

Desse modo, o colegiado tratou o bem como particular do varão. Além disso, ele exigiu prova concreta de participação da autora na aquisição.

Regra aplicada no julgamento

  1. Primeiro, o tribunal comparou a data de aquisição com o início da união estável.
  2. Depois, ele cobrou prova concreta de contribuição para a compra do imóvel.
  3. Por fim, ele manteve a sentença que negou a divisão do bem residencial.

Partilha união estável: ônus da prova e esforço comum

Em ações de partilha, quem pede a divisão precisa provar os fatos que a sustentam. Por isso, documentos costumam valer mais do que depoimentos isolados.

No caso, a autora apresentou prova testemunhal contraditória. Além disso, ela não trouxe documentação suficiente para demonstrar esforço comum mensurável.

PontoRisco comumComo reduzir o risco
Documentos de compraSem prova material, o juiz tende a negar a partilha.Então, junte matrícula, contrato e comprovantes de pagamento.
DepoimentosVersões divergentes enfraquecem a tese de esforço comum.Assim, use provas materiais para apoiar as testemunhas.
Contribuição indiretaSem lastro, a alegação parece genérica.Logo, comprove despesas do lar que liberaram renda do outro.

Partilha união estável: como o STJ trata imóvel anterior

O STJ costuma negar meação em bem adquirido antes, quando falta prova de esforço comum. Por isso, a data do negócio e o conjunto documental ganham peso.

Além disso, o STJ tende a afastar a partilha de frutos ligados a bens incomunicáveis. Assim, o acessório segue a sorte do principal.

Teses práticas para orientar sua estratégia

  • Primeiro, identifique se o imóvel é anterior à união estável.
  • Em seguida, documente aportes e pagamentos que indiquem esforço comum.
  • Por fim, organize a narrativa para explicar a contribuição direta e indireta.

Partilha união estável: checklist prático para o seu caso

Primeiro, compare a data da compra com o início da união estável. Depois, reúna provas que mostrem contribuição real. Por fim, revise tudo com foco na coerência.

Checklist de prova

  • Antes de tudo, obtenha matrícula atualizada e contrato de compra.
  • Além disso, separe comprovantes de pagamento e transferências bancárias.
  • Depois, reúna documentos do financiamento e a origem dos recursos.
  • Também guarde notas fiscais e contratos de reformas, quando existirem.
  • Por fim, preserve conversas que confirmem decisões financeiras do casal.

Partilha união estável: boas práticas para prevenir litígios

Você reduz conflitos quando formaliza a união estável por escrito. Além disso, você define o regime de bens e evita dúvidas futuras.

Do mesmo modo, você protege ambos quando registra contribuições relevantes ao longo da convivência. Portanto, você diminui a chance de disputa judicial.

Conclusão: na partilha união estável, a data de aquisição pesa muito. Portanto, a prova documental do esforço comum costuma decidir o caso.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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