Pix não autorizado: TJSP confirma dever de ressarcir e reforça falha de segurança

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Pix não autorizado virou rotina nos tribunais. Por isso, o TJSP reafirmou o dever de segurança e mandou restituir R$ 32.000,00.

Nesse julgamento, o Tribunal manteve a condenação de uma instituição de pagamento. Além disso, o acórdão reforçou a responsabilidade objetiva por falha de segurança.


Pix não autorizado: o que o TJSP decidiu

  • Primeiro, o Tribunal reconheceu relação de consumo e aplicou o CDC.
  • Em seguida, o acórdão confirmou falha na prestação do serviço de segurança.
  • Assim, manteve a restituição de R$ 32.000,00, com correção desde o débito.
  • Além disso, aplicou juros conforme as regras da Lei 14.905/2024, conforme a sentença mantida.

Contudo, a empresa alegou que atuava como mera intermediadora. Ainda assim, o Tribunal a tratou como fornecedora inserida na cadeia de consumo.

Pix não autorizado: por que a responsabilidade foi objetiva

Em relações de consumo, a responsabilidade objetiva protege o usuário. Portanto, a empresa precisa provar culpa exclusiva da vítima ou de terceiro.

Ponto-chave: o Tribunal tratou a fraude como fortuito interno. Assim, o risco integra a própria atividade do serviço financeiro.

Além disso, o acórdão citou entendimento consolidado do STJ sobre o dever de segurança. Desse modo, a plataforma deve impedir transações fora do perfil.

Pix não autorizado: sinais que indicam falha de segurança

O caso mostrou uma transferência atípica e sem barreiras reforçadas. Por isso, o Tribunal destacou ausência de validação forte, como token ou biometria.

SinalPor que importaO que você faz
Valor fora do padrãoIndica ruptura do perfil transacionalRegistre o histórico e salve extratos
Sem autenticação reforçadaReduz barreiras contra fraudePeça logs e trilha de autenticação
Sem bloqueio preventivoContraria o dever de vigilânciaProtocole reclamação imediata
Bloqueio posterior contraditórioSugere gestão incoerente do riscoDocumente impacto operacional

Pix não autorizado e Resolução do Banco Central

Além do CDC, regras do Pix exigem resposta ativa do provedor. Assim, a Resolução BCB nº 1/2020 prevê rejeição quando existe fundada suspeita de fraude.

Portanto, a instituição deve recusar transações suspeitas. Além disso, ela deve adotar mecanismos técnicos para prevenir fraudes.

Pix não autorizado e LGPD: por que o tema aparece

O acórdão também mencionou o princípio da confiança. Assim, a LGPD reforça medidas técnicas e administrativas para proteger dados e transações.

  • Primeiro, segurança não é “opcional” em serviços financeiros.
  • Além disso, o dever inclui prevenção de uso indevido dos dados.
  • Por fim, o fornecedor precisa demonstrar mecanismos eficazes e rastreáveis.

Pix não autorizado: checklist de providências

Se você sofreu Pix não autorizado, aja rápido e com método. Portanto, siga estes passos e preserve provas desde o primeiro minuto.

  1. Primeiro, faça prints do extrato e do comprovante do Pix.
  2. Em seguida, registre protocolos no aplicativo e na central.
  3. Depois, anote data, horário, valor e destinatário da transferência.
  4. Além disso, solicite logs de acesso e trilha de autenticação.
  5. Por fim, formalize reclamação e avalie medidas judiciais.

Pix não autorizado: bases legais úteis

Para estudar com segurança, use fontes oficiais e atualizadas. Assim, deixo abaixo links externos confiáveis.

Em síntese, o Tribunal responsabilizou o provedor quando faltou segurança adequada. Portanto, Pix não autorizado pode gerar restituição integral, conforme o caso.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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