Racismo religioso no trabalho: TRT-17 condena clínica e fixa indenização de R$ 20 mil

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Racismo religioso no trabalho: o que o TRT-17 decidiu

O racismo religioso no trabalho gera responsabilidade e indenização. Além disso, o TRT-17 confirmou condenação e aumentou o valor para R$ 20.000,00.

Neste guia, você entende quando a “brincadeira” vira assédio moral. Em seguida, você aprende como organizar provas e agir com segurança.

Racismo religioso: o caso julgado pelo TRT-17

A 1ª Turma do TRT da 17ª Região manteve a condenação de uma clínica odontológica. Além disso, o Tribunal reconheceu ofensas e perseguições no trabalho.

A chefe chamava a trabalhadora de “macumbeira” e “fedorenta” diante de colegas. Portanto, o Tribunal tratou a conduta como assédio moral com viés religioso.

Resumo em 20 segundos

  • O Tribunal confirmou a condenação por dano moral.
  • Além disso, o relator aumentou a indenização para R$ 20.000,00.
  • Por fim, o acórdão apontou racismo religioso com base na prova oral.

Racismo religioso: por que o TRT-17 considerou assédio moral

O relator distinguiu descontração de ofensa à dignidade. Assim, ele afastou a tese de “brincadeira” no ambiente de trabalho.

Testemunhas confirmaram comentários recorrentes sobre cabelo, roupa e “cheiro”. Além disso, elas relataram xingamentos usados como forma de “comunicação”.

A gerente levou uma pastora para oração antes da jornada, segundo depoimentos. Em seguida, a gestora atribuiu o “clima pesado” à trabalhadora.

Sinais práticos de assédio moral

  1. Você recebe apelidos depreciativos de forma repetida.
  2. Além disso, a chefia expõe você diante de colegas.
  3. Em seguida, a chefia usa religião para humilhar ou isolar você.
  4. Por fim, a empresa tolera a conduta e não corrige o problema.

Racismo religioso: quanto foi a indenização e por quê

O TRT-17 aumentou a indenização para R$ 20.000,00. Assim, ele valorizou a gravidade das condutas e o impacto no ambiente.

Além disso, o Tribunal reconheceu violência psicológica ligada à crença. Portanto, ele tratou a situação como violação de direitos fundamentais.

PontoO que aconteceuEfeito jurídico
Ofensas repetidasApelidos e humilhações na frente de colegasAssédio moral configurado
Religião usada como ataqueEstigmatização da crença da trabalhadoraRacismo religioso reconhecido
Prova oralTestemunhas confirmaram a dinâmica do abusoCondenação mantida e valor majorado

Racismo religioso: quais normas sustentam a proteção

A Constituição protege liberdade de consciência e de crença. Além disso, ela garante o livre exercício dos cultos.

O acórdão também citou o Estatuto da Igualdade Racial. Assim, ele reforçou a proteção de cultos de origem africana.

Links úteis para consulta

Racismo religioso: como provar e agir com rapidez

Primeiro, você organiza uma linha do tempo com datas e nomes. Em seguida, você reúne provas que confirmem repetição e exposição pública.

Além disso, você registra ocorrências internas por canais formais. Portanto, você demonstra ciência da empresa e ausência de providência efetiva.

Checklist de provas

  • Mensagens, e-mails e áudios relacionados às ofensas.
  • Além disso, nomes de testemunhas e setores envolvidos.
  • Registros de RH, advertências e comunicações internas.
  • Em seguida, atestados e relatórios médicos, se existirem.
  • Por fim, evidências de culto imposto ou constrangimento religioso.

Quer avaliação jurídica do seu caso?

Então, envie um resumo com datas e documentos. Assim, eu indico estratégia, riscos e próximos passos.

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Perguntas rápidas sobre racismo religioso

“Foi só brincadeira” afasta o dever de indenizar?

Não, quando a conduta atinge honra e dignidade. Além disso, repetição e exposição aumentam a gravidade.

Preciso de prova escrita?

Você pode provar por testemunhas e contexto. Portanto, você deve organizar fatos e coerência narrativa.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
OAB/ES 33.819

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