SNIPER no TJRJ: quando o juiz deve autorizar a consulta

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Em síntese: o TJRJ reconheceu que o sistema SNIPER exige acesso judicial e pode ser utilizado na execução. Contudo, o Tribunal negou ofício à JUCERJA, pois a parte pode diligenciar diretamente.

Quando a execução não avança, o sistema SNIPER pode viabilizar a localização de patrimônio. Por isso, o Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro deu parcial provimento ao agravo. Além disso, autorizou a consulta judicial ao SNIPER. Entretanto, manteve o indeferimento do ofício à JUCERJA, por entender que essa diligência compete ao credor.

Em termos práticos: você pede o SNIPER ao juiz. Por outro lado, você busca dados da JUCERJA diretamente, salvo negativa injustificada.

O que o TJRJ decidiu sobre o sistema SNIPER

  • Primeiramente, o Tribunal afirmou que o acesso ao SNIPER é exclusivo de magistrados e servidores.
  • Em seguida, destacou que o sistema cruza bases de dados e exibe vínculos patrimoniais.
  • Assim, concluiu que o juízo de origem deve realizar a consulta quando provocada.

Por que o sistema SNIPER não é acessível ao advogado

Segundo o próprio CNJ, o acesso ao SNIPER é restrito à PDPJ. Dessa forma, o advogado não consulta o sistema diretamente. Ainda assim, pode requerer a medida ao juízo. Assim, o pedido deve ser bem fundamentado e proporcional.

Dica estratégica: antes de pedir o SNIPER, descreva todas as tentativas anteriores de localização de bens.

Por que o TJRJ negou o ofício à JUCERJA

Por outro lado, o Tribunal manteve o indeferimento do ofício à JUCERJA. Isso porque a parte pode solicitar certidões diretamente. Além disso, o STJ entende que o Judiciário não deve substituir diligências do credor.

Atenção: sem prova de negativa da Junta Comercial, o pedido tende ao indeferimento.

Checklist prático para pedir o sistema SNIPER

EtapaProvidênciaFinalidade
1Relatar pesquisas patrimoniais frustradasDemonstrar necessidade da medida
2Requerer consulta judicial ao SNIPERViabilizar cruzamento de dados
3Evitar pedido de ofício à JUCERJA sem provaPrevenir indeferimento

Quando o sistema SNIPER é decisivo

  • Quando o devedor não possui bens aparentes.
  • Quando há indícios de ocultação patrimonial.
  • Quando outras pesquisas se mostram ineficazes.
Conclusão: portanto, o TJRJ reforça o uso do SNIPER para efetivar a execução. Contudo, preserva o dever do credor de diligenciar por conta própria.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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