Correção pelo IPCA no pagamento indevido: como pedir restituição atualizada

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Em poucas palavras: na restituição, a correção IPCA indevido costuma contar desde o pagamento. Contudo, os juros de mora, em regra, começam no trânsito em julgado.

Quando você paga tributo a maior, você pode pedir devolução com correção IPCA indevido. Por isso, o tribunal atualiza o valor desde cada pagamento indevido. Além disso, muitas decisões aplicam juros apenas após o trânsito em julgado. Assim, você evita perda real do dinheiro no tempo.

Regra prática: primeiro, você prova o pagamento indevido. Em seguida, você calcula a atualização. Por fim, você pede restituição com índice correto.

Correção IPCA indevido: o que os tribunais aplicam

  • Primeiramente, a correção monetária recompõe a perda inflacionária.
  • Em seguida, muitos julgados adotam IPCA ou IPCA-E desde o pagamento indevido.
  • Além disso, os tribunais citam a Súmula 162 do STJ como base frequente.
  • Portanto, você deve pedir atualização desde cada desembolso indevido.
Importante: você deve separar correção monetária de juros. Assim, você evita pedido confuso e indeferimentos parciais.

Correção IPCA indevido: marco inicial e juros de mora

Em regra, você inicia a correção no pagamento indevido. Contudo, você inicia os juros moratórios no trânsito em julgado. Além disso, os tribunais usam a Súmula 188 do STJ para esse marco. Portanto, o pedido deve refletir esses dois momentos.

ParcelaQuando começaBase usada com frequência
Correção monetária (IPCA/IPCA-E)Desde o pagamento indevidoSúmula 162 do STJ
Juros moratóriosApós o trânsito em julgadoSúmula 188 do STJ

Correção IPCA indevido e Selic: quando entra a EC 113/2021

Depois do trânsito em julgado, muitas decisões aplicam apenas a Selic. Além disso, a EC 113/2021 reforça vedação de cumular índices. Portanto, você evita pedir Selic junto com outro índice no mesmo período. Assim, o cálculo fica consistente.

Checklist para pedir restituição com correção

  1. Primeiramente, você reúne guias, DARFs, boletos e comprovantes.
  2. Em seguida, você identifica datas e valores de cada pagamento indevido.
  3. Além disso, você calcula correção pelo índice aplicável no período.
  4. Depois, você separa juros para o momento correto do processo.
  5. Por fim, você apresenta memorial de cálculo simples e verificável.
Dica: você facilita o deferimento quando apresenta tabela por pagamento. Assim, o juiz confere rápido e decide com segurança.
Conclusão: portanto, a correção IPCA indevido protege seu crédito desde o desembolso. Contudo, você deve pedir juros no marco correto para evitar cortes no pedido.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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