Demonstrativo de diferenças por amostragem: como provar horas extras e evitar improcedência

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Demonstrativo por amostragem: como estruturar a prova das horas extras

As diferenças por amostragem definem o sucesso de muitas ações trabalhistas. Por isso, você precisa apresentar um demonstrativo claro, lógico e verificável.

O que é o demonstrativo por amostragem

Em regra, você utiliza a amostragem para ilustrar pagamentos incorretos. Além disso, você confronta cartões de ponto com holerites do mesmo período.

Assim, você demonstra o fato constitutivo do direito de forma objetiva. Portanto, você evita que o juiz faça cálculos no seu lugar.

Ônus da prova nas diferenças de horas extras

Quando o empregador apresenta controles e recibos, você deve apontar diferenças. Portanto, você precisa indicar inconsistências, ainda que por amostra representativa.

Além disso, você preserva a imparcialidade do julgamento. Assim, você fortalece a credibilidade da tese inicial.

Como montar o demonstrativo na prática

EtapaAçãoObjetivo
SeleçãoPrimeiro, escolher meses representativos do contratoAssim, evitar alegação de amostra aleatória
CálculoDepois, somar horas extras conforme registrosLogo, obter o total devido
ConfrontoEm seguida, comparar com valores pagosPortanto, identificar diferenças
ConclusãoPor fim, apresentar saldo não quitadoAssim, viabilizar a condenação

Efeitos da prova por amostragem no processo

Quando a amostra comprova diferenças, o juiz pode ampliar a apuração. Assim, a liquidação pode abranger todo o contrato.

Além disso, você não limita o direito aos meses indicados. Portanto, você preserva a integralidade do crédito.

Checklist essencial para a petição inicial

  1. Primeiro, validar cartões de ponto apresentados.
  2. Depois, conferir rubricas e percentuais pagos.
  3. Além disso, apresentar memória de cálculo simples.
  4. Em seguida, explicar a metodologia adotada.
  5. Por fim, pedir apuração integral na liquidação.

Erros comuns que levam à improcedência

  • Primeiro, não confrontar ponto com holerite.
  • Além disso, apresentar cálculos genéricos.
  • Do mesmo modo, escolher períodos sem justificativa.
  • Por fim, delegar a conta ao Judiciário.

Paulo Vitor Faria da Encarnação

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