Execução fiscal baixa: TRF2 aplica Lei 12.514/2011 e afasta extinção automática

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Execução fiscal baixa voltou ao centro do debate jurídico. Por isso, o TRF2 analisou a extinção automática por baixo valor. Além disso, o Tribunal reforçou a prevalência da Lei 12.514/2011.

Resumo rápido: o TRF2 afastou a extinção da execução fiscal baixa quando existe limite mínimo previsto em lei específica. Contudo, o debate sobre protesto da CDA permanece relevante.

Execução fiscal baixa: decisão do TRF2

No caso analisado, o TRF2 julgou apelação em execução fiscal de conselho profissional. Em seguida, afastou a extinção baseada apenas na Resolução CNJ 547/2024. Assim, determinou o prosseguimento do processo.

Ponto central: antes de extinguir a execução, você deve verificar se existe lei específica com limite mínimo de exequibilidade.

Execução fiscal baixa e a Lei 12.514/2011

A Lei 12.514/2011 fixa limite mínimo para a cobrança judicial de anuidades. Por isso, o TRF2 aplicou o critério da especialidade. Além disso, o Tribunal reconheceu a hierarquia superior da lei.

NormaFunçãoAplicação prática
Lei 12.514/2011Define limite mínimo legalVocê confere o valor total antes de ajuizar
Resolução CNJ 547/2024Organiza execuções fiscaisVocê cumpre medidas prévias obrigatórias

Execução fiscal baixa e o Tema 1184 do STF

O Tema 1184 do STF exige eficiência administrativa. Dessa forma, ele condiciona o ajuizamento a medidas prévias. Contudo, o TRF2 destacou que tais exigências não afastam o limite legal específico.

Atenção: mesmo com valor superior ao limite legal, você deve comprovar tentativa administrativa e analisar o protesto da CDA.

Execução fiscal baixa: protesto da CDA ainda importa

Embora a decisão tenha priorizado a Lei 12.514/2011, o voto divergente reforçou o protesto da CDA. Assim, o risco de extinção persiste quando faltam provas das medidas prévias.

RiscoConsequênciaPrevenção
Ausência de protestoExtinção por falta de interesseVocê comprova inadequação da medida

Execução fiscal baixa: checklist essencial

Com um roteiro simples, você reduz riscos processuais. Além disso, você aumenta a previsibilidade do resultado. Portanto, a estratégia correta evita retrabalho.

  • Primeiro, você calcula o valor total da execução.
  • Depois, você verifica o limite da Lei 12.514/2011.
  • Em seguida, você documenta a tentativa administrativa.
  • Por fim, você avalia o protesto da CDA.

Em síntese, a execução fiscal baixa exige análise técnica e prova adequada. Portanto, você deve alinhar valor, lei específica e medidas prévias antes de ajuizar ou contestar.


Paulo Vitor Faria da Encarnação
Advogado (OAB/ES 33.819) | Mestre em Direito Processual (UFES)
Santos Faria Sociedade de Advogados – Vila Velha/ES

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