Anuidades de conselho profissional: por que a notificação regular importa
A notificação de anuidades é etapa relevante antes da cobrança judicial por conselho profissional.
Além disso, a regular constituição do crédito influencia a validade da certidão de dívida ativa e da execução fiscal.
Resumo prático. A cobrança de anuidade por conselho profissional exige atenção à formação do crédito antes do ajuizamento da execução fiscal.
O que envolve a notificação de anuidades
Em primeiro lugar, as anuidades cobradas por conselhos profissionais possuem natureza tributária, conforme a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça.
Assim, a cobrança depende da constituição do crédito tributário por lançamento.
O artigo 142 do Código Tributário Nacional atribui à autoridade administrativa a competência para constituir o crédito pelo lançamento.
Nesse contexto, a comunicação ao profissional permite ciência da cobrança e eventual utilização das vias administrativas cabíveis.
Alerta sobre prazos. A análise de prazos depende da constituição definitiva do crédito e das circunstâncias documentadas em cada caso.
Notificação de anuidades e o entendimento do Superior Tribunal de Justiça
No Recurso Especial nº 1.788.488/RS, a Segunda Turma examinou execução fiscal proposta para cobrar anuidades profissionais.
O Tribunal decidiu que o lançamento se aperfeiçoa com a notificação do contribuinte para pagamento.
Além disso, o julgamento afirmou ser necessária a prova da remessa da comunicação ao contribuinte.
O envio de carnê pode ser meio idôneo de notificação, desde que sua remessa seja comprovada.
Portanto, a simples alegação de cobrança não substitui a demonstração documental da comunicação administrativa.
Acesse o acórdão do Recurso Especial nº 1.788.488/RS no Superior Tribunal de Justiça.
Atenção. A ausência de prova da remessa pode comprometer a constituição do crédito e a exigibilidade judicial da dívida.
Quais são os efeitos na execução fiscal
A Lei de Execução Fiscal prevê que a dívida ativa regularmente inscrita goza de presunção de certeza e liquidez.
Contudo, essa presunção não afasta a necessidade de constituição regular do crédito tributário.
O artigo 3º da Lei nº 6.830, de 1980 associa a presunção à inscrição regular em dívida ativa.
| Etapa | Cuidados relevantes | Possível consequência |
|---|---|---|
| Lançamento | Identificação do débito e do sujeito passivo | Definição do crédito cobrado |
| Notificação de anuidades | Prova da remessa da comunicação | Aperfeiçoamento do lançamento |
| Inscrição em dívida ativa | Verificação da regularidade do crédito | Formação do título executivo |
| Execução fiscal | Exame da cobrança e da documentação | Defesa técnica conforme o caso concreto |
Como analisar uma cobrança
Na prática, uma análise responsável deve considerar os documentos e a sequência dos atos administrativos.
- Identifique o conselho profissional responsável pela cobrança.
- Verifique os períodos indicados como inadimplidos.
- Examine a existência de comunicação anterior ao ajuizamento.
- Avalie os documentos que demonstram a remessa da cobrança.
- Confira a certidão de dívida ativa e os valores exigidos.
- Busque orientação jurídica antes de adotar providências processuais.
Por outro lado, cada situação pode envolver documentos, períodos, medidas administrativas e questões processuais próprias.
Documentos úteis para avaliação
Assim, a reunião organizada de documentos ajuda a compreender a origem e a exigibilidade da cobrança.
- Citação, intimação ou outro documento judicial recebido.
- Certidão de dívida ativa vinculada à execução fiscal.
- Carnês, boletos ou comunicações administrativas recebidas.
- Comprovantes de pagamentos eventualmente realizados.
- Documentos sobre inscrição, cancelamento ou suspensão profissional.
Em síntese, esses documentos não asseguram uma conclusão automática, mas permitem análise técnica mais precisa.
Notificação de anuidades no Espírito Santo
Em Vitória, Vila Velha, Serra, Cariacica e demais municípios do Espírito Santo, cobranças dessa natureza exigem avaliação individualizada.
Portanto, empresários, gestores e profissionais devem preservar comunicações e documentos relacionados às anuidades e ao processo judicial.
Santos Faria Sociedade de Advogados atua com comunicação jurídica responsável, técnica e orientada às particularidades de cada situação.
Conteúdo informativo. A análise jurídica depende dos fatos, documentos e prazos aplicáveis ao caso concreto.
Paulo Vitor Faria da Encarnação, OAB/ES 33.819, Mestre em Direito Processual pela UFES, Sócio da Santos Faria Sociedade de Advogados.





